"É hora de comprar", diz o presidente do conselho do Programa de Administração do Varejo da FIA/Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo, Claudio Felisoni. Ele explica que quanto antes as famílias adquirirem os produtos sazonais de férias, menos vão desembolsar por eles. Mas lembra que essa oportunidade não se encaixa a todos. "Você terá itens que, durante as férias, estão fora de linha. Portanto esta economia não se encaixa para aquelas pessoas ligadas à moda", explica.
A equipe do Diário cruzou informações de produtos e serviços que compõem o IPCA. Fazem parte do pacote de férias os shorts e bermudas, camisetas, saias, vestidos, roupas de banho, sandália e chinelo, itens para a pele como protetor solar e repelente e máquina fotográfica. Também estão incluídas as aulas de ginástica e os cursos de natação, para não passar por apuros no mar.
Demanda e oferta são responsáveis pela pressão
A escalada de preços dos produtos do pacote de férias, ocorrida nos últimos anos, aconteceu tanto pela pressão da demanda quanto da oferta, explica o presidente do conselho do Provar/FIA/Ibevar, Claudio Felisoni.
De um lado está o consumidor, com maior renda como resultado do bom cenário do mercado de trabalho, que vai comprar mais. E do outro a indústria e o comércio, que estão de olho nesta tendência de consumo, diz Felisoni. E se a oferta não suprir a procura por chinelos, roupas de banho, e outros produtos para as férias, o mercado acabará desenhando maior pressão inflacionária.
"Temos o fator clima", acrescenta o especialista. Segundo ele, mesmo no começo da primavera, a temperatura está alta, e se continuar assim nos próximos dias, estimulará ainda mais a intenção de consumo do brasileiro pelos produtos sazonais de férias, aumentando a demanda, o que pode elevar os preços.
- Referência: Diário do Grande ABC
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