quarta-feira, 12 de junho de 2013

Pós-Graduação em Estratégias, Pesquisa de Mercado e Tendências de Consumo - Professor Sérgio Lage

Pós-Graduação em Estratégias, Pesquisa de Mercado e Tendências de Consumo - Professor Sérgio Lage



Mini currículo


Sérgio Lage Carvalho - 45 anos

- Mestre em Sociologia do Consumo pela USP e Mestre em Publicidade e MKT pela ECA USP.

- Consultor e Professor da FIA- Fundação Instituto de Administração, do Master de Marketing, Gestão de Mercado e Marketing Digital da ESPM.

- MBA de Branding da Rio Branco e FIT e Masters de Design do Instituto Europeo Di Design-IED nas áreas de Comportamento do Consumidor e Estratégia de Negócios, Comportamento do Consumidor nas Redes Sociais, Pesquisa e Análise de Tendências de Comportamento, Consumo e Varejo, Shopper Marketing e Tendências do Varejo. 

- Sócio proprietário da WhatZon Marketing e Comunicação.

Experiência profissional:
- CEDEC e International Research na área de Pesquisa de Mercado.
Realizou trabalhos para Fundação Ford, Telefônica, Grupo Roche, L&G, Samsung, 3M, Riachuelo, MCF, Casas Pernambucanas, Vivo e Coach, entre outras, como palestrante e consultor.


1. Qual a maior contribuição de sua disciplina para a formação de pessoas que atuam em inteligência de mercado e precisam entender a dinâmica e as tendências do mercado de consumo?

Disciplina Comportamento e Atitudes de Compra no Varejo (Shopology) 
 A jornada e a missão de compra dos shoppers estão sofrendo uma grande mudança. Essa disciplina visa entender os novos hábitos, atitudes e as motivações emocionais e utilitárias que estão ligadas as decisões de compra do shopper, ferramentado no varejo multicanal.
O varejo sabe que hoje é fundamental gerenciar esse conhecimento estratégico pata obter vantagem competitiva: construir força de marca, motivar e influenciar o shopper na sua decisão de compra in store e otimizar sua experiência e satisfação de compra para criar um engajamento e relacionamento duradouro e sustentado.
Utilizar esses insights da observação e análise é um princípio chave para o shopper marketing. Hoje é essencial para os profissionais de BI (business intelligence) da indústria e do varejo, entender o que atrai para a loja física, como esse shopper ominichannel se comporta e o que o estimula e otimiza sua experiência e facilita sua decisão de compra no cenário atual do varejo.
Hoje, a indústria e o varejo têm o desafio de juntas entenderem melhor como desenvolver estratégias e ações integradas que ajudem o shopper a realizar suas compras, atrai-lo e estimulá-lo com um valor superior em termos de ofertas, serviços, soluções, conveniência, e experiências mais customizadas.
A disciplina fornece aos profissionais de inteligência do varejo subsídios e insights importantes para entender esse novo modelo mental do shopper empoderado.

Disciplina Estudos de Segmentação e Micromarketing: tendências de comportamento, estilo de vida e consumo 
Hoje vivemos a era do marketing de nichos e os profissionais de marketing precisam saber utilizar, de forma estratégica e inovadora, os novos critérios e bases de segmentação para repensar suas estratégias de comunicação, vendas e relacionamento. O mercado exige um novo olhar e os profissionais precisam segmentar de forma mais progressiva e constante seus mercados para obter relevância nas suas ofertas de valor e engajar seus consumidores e clientes.

Hoje o consumidor é mais experimentador e transitam de gostos e interesses, hábitos e estilos de vida com maior rapidez. É fundamental o profissional de BI monitorar e perceber as “janelas estratégicas” de oportunidades que se abrem constantemente dentro desse cenário mais flexível. A inovação estratégica e tecnológica precisa estar ajustada a criação de valores com foco nas demandas e experiência de consumo e de comportamento desses novos consumidores e com suas demandas cada vez mais pontuais, diferenciadas, sofisticadas e customizadas.

Há uma necessidade das empresas de gerenciar a participação e colaboração de consumidores de forma mais pró-ativa, entendendo em real time suas demandas, necessidades e expectativas renovadas de valor e as novas tendências em termos de comportamento e consumo.


2. Em sua visão, quais as oportunidades que o curso de Pós-Graduação em Estratégias, Pesquisa de Mercado e Tendências de Consumo oferecem ao aluno e à sua carreira?


Estamos na era da gestão do conhecimento e da inteligência estratégica, e os profissionais precisam estar atentos e gerenciar o ciclo dinâmico de mudanças e tendências no Mercado. Há uma carência muito grande de profissionais capacitados a ler, analisar e interpretar esses insights e propor estratégias inovadoras e criativas com foco nas demandas e expectativas do cliente prossumidor.



quarta-feira, 5 de junho de 2013

Pós Graduação: Estratégias, Pesquisa de Mercado e Tendências de Consumo - Fabio Mariano Borges




Pós-Graduação em Estratégias, Pesquisa de Mercado e Tendências de Consumo

Mini-currículo
FÁBIO MARIANO BORGES

Atua há 23 anos coordenando estudos de comportamento do consumidor, tendências e pesquisas de mercado.  Pesquisador sobre a nova classe média/classes populares e sobre tendências há 15 anos.
Atualmente é sócio-diretor da inSearch, empresa de pesquisa especializada nas tendências de mercado e comportamento do consumidor, atendendo clientes em toda a América do Sul, como Tintas Coral/Akzo, Land Rover, Telefônica, Honda, Seguros Unimed, Sanofi-Aventis, Pernambucanas, Marisa, Itaú, África, Fischer América, Coca-Cola, Pfizer, Roche, Carrefour, Wal-Mart, entre outros.
Mestre e Doutorando em Sociologia do Consumo pela PUC/SP. Sociólogo pela USP, publicitário e pós-graduado em Marketing pela ESPM.
Professor dos cursos de MBA da ESPM, FIA/USP e FGV.
Coautor dos livros “Estudos Culturais – Uma Abordagem Prática” e “Introdução à Pesquisa de Marketing” esse último de autoria do norte americano Naresh Malhotra. Único brasileiro com 7 projetos de pesquisa aprovados e publicados pela ESOMAR. Ganhador do Prêmio Mídia Estadão por 11 vezes na categoria Pesquisa, sendo vencedor do Grand Prix Pesquisa por 2 vezes.

      1. Qual a maior contribuição de sua disciplina para a formação de pessoas que atuam em inteligência de mercado e precisam entender a dinâmica e as tendências do mercado de consumo?

DISCIPLINAS:

Análise Estratégica dos Mercados Populares e Emergentes (Classes C, D, E)
O mercado emergente é o grande destaque nos negócios, na economia e no marketing desde 2001. Inicialmente nomeado de “Base da Pirâmide”, tem inspirado diversas ações inovadoras na economia e nas empresas, como o Capitalismo Social. Além disso, as economias e mercados que despontam como as mais importantes globalmente, são as emergentes, como Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul. Essa disciplina focará o comportamento, valores e atitudes da classe emergente brasileira (Classes CDE), de forma comparativa com os outros mercados desse grupo. O foco é compreender quais são as motivações e significados dessa transformação recente e discutir as diferentes versões analíticas que temos sobre esse público, bem como os desafios da pesquisa e inteligência de mercado na captação e identificação rápida dessas mudanças.

Fundamentos e Tipos de Pesquisa Qualitativa
Conhecer as diferentes linhas analíticas e de aplicação da Pesquisa Qualitativa, bem como os seus principais desafios na compreensão dos significados e valores associados ao consumo. A disciplina apresentará as mais recentes e mais utilizadas técnicas de pesquisa qualitativa, como a Home Visit, Etnografia, Videodoc, Observational Research, Análise de Metáforas, entre outras.




      2. Em sua visão, quais as oportunidades que o curso de Pós-Graduação em Estratégias, Pesquisa de Mercado e Tendências de Consumo oferecem ao aluno e à sua carreira?
No Brasil e no mundo, são poucos os cursos de Pesquisa de Mercado e Tendências de Consumo. Com o crescimento desse setor, a busca por profissionais está aquecida e por isso a importância da profissionalização e preparo técnico e acadêmico daqueles que ingressam e investem na carreira de Pesquisa de Mercado.
Além disso, o curso oferece uma oportunidade única do desenvolvimento da análise e compreensão crítica sobre o papel do consumo, das marcas e do consumidor na sociedade e economia atual.





Lucro dos gramados

Lucro dos gramados

Indústria e varejo brasileiros se pintam de verde e amarelo pra faturar com os turistas estrangeiros e domésticos que vão respirar e consumir futebol a partir de junho de 2013 até a Copa do Mundo em 2014

Por Sandra Cabral, na Revista Super Varejo.

Em 2013, o Brasil pretende mostrar ao mundo sua capacidade de sediar megaeventos esportivos, a começar pela Copa das Confederações, entre os dias 15 e 30 de junho deste ano.
A Fifa comemora os mais de 550 mil ingressos já vendidos para os jogos que, na edição deste ano, serão realizados em seis estádios com ampla capacidade. São eles: o Castelão, de Fortaleza; o Mineirão, de Belo Horizonte; a Arena Fonte Nova, de Salvador; o Arena Pernambuco, em Recife e o Maracanã, no Rio de Janeiro.
A Copa das Confederações, que terá 16 partidas no total entre os participantes Brasil, Espanha, México, Uruguai, Japão, Itália, Nigéria e Taiti, é considerada um ensaio geral para a Copa do Mundo de 2014.
Os números da Instituição internacional provam que a Copa das Confederações da Fifa, com a participação de quatro campeões da Copa do Mundo, é um evento muito aguardado especialmente pelos fãs e residentes locais, que estão ansiosos por vivenciar a ação ao vivo, em um dos seis estádios que, no ano que vem, irão comportar partidas válidas pelo mundial de futebol.
Para Robert Alvarez, professor do Núcleo de Estudos e Negócios do Esporte da Escola Superior de Propaganda e Marketing, a Copa das Confederações é um evento importante, mas menos, na comparação com o mundial de futebol.
“Ainda não vejo muita preparação! O foco é em 2014. Porém, se é um teste para o País, é também para o varejo. É uma oportunidade de aprender o que funciona, o que precisa ser melhorado e de sentir a temperatura do mercado. Promoções alusivas ao evento no comércio, aproveitando a sua unicidade e caráter lúdico, são fundamentais e, quem sabe, um reforço no estoque de produtos verde-amarelos como ocorre na Copa em si, pode ser uma boa”, ressalta Alvarez.
GERAÇÃO DE EMPREGO E OPORTUNIDADES
Mais de 2 milhões de empregos formais e informais serão criados no País até a Copa do Mundo de 2014, segundo dados do Ministério do Turismo, e haverá a entrada de R$8,9 milhões em divisas internacionais no período, representando expansão de 55%. Estima-se que as viagens domésticas passem de 56 milhões, registradas em 2009, para 73 milhões em 2014.
Segundo a diretora de Qualificação, Certificação e Produção Associada ao Turismo, Regina Cavalcante, a perspectiva de crescimento gira em torno de 20% em todos os setores envolvidos, não apenas no turismo, entre este ano e o ano que vem por conta dos megaeventos.
Ela ressalta que algumas áreas merecem destaque, como gastronomia e hotelaria. Falar outro idioma é praticamente um pré-requisito para quem quer aproveitar o crescimento do setor.
Por isso, as escolas voltadas ao inglês e espanhol reforçaram atendimento aos profissionais desses segmentos e aos empresários que querem ter uma equipe preparada para recepcionar bem e aproveitar a moeda estrangeira em circulação no País.
“As empresas já estão contratando mão de obra extra, com foco no aumento da produção de seus artigos, visando a expansão nas vendas durante a Copa das Confederações. Entre os produtos na mira dos torcedores e turistas no varejo, estão as bebidas com e sem álcool, petiscos, salgados, pipocas, todo tipo de carne que vá para a churrasqueira e televisores dos mais variados tamanhos”, adianta a Professora e Coordenadora de Cursos do Programa de Varejo da FIA, Flávia Cristina Martins Mendes. Segundo ela, a produção de cervejas, por exemplo, já está elevada desde o final de 2011 e deve impactar de forma superpositiva as vendas das lojas varejistas, incluindo as do setor supermercadista.


“A COPA DAS CONFEDERAÇÕES E A COPA DO MUNDO SERÃO DUAS GRANDES VITRINES PARA MOSTRAR UM BRASIL MODERNO, INOVADOR E INVENTIVO, E AS INÚMERAS POSSIBILIDADES DE NEGÓCIOS E INVESTIMENTOS QUE SE PODE OFERECER”
Além dos segmentos já citados, Rodrigo Geammal, diretor Executivo da Elos Cross Marketing, agência de marketing e comunicação 360 graus, que tem o entretenimento e o esporte como conteúdos estratégicos, também destaca como setores a serem impactados de forma positiva pelo evento os de prestação de serviços de traslados terrestres particulares e urbanos; os prestadores de serviço de comunicação; o varejo de produtos brasileiros; as lojas que comercializam acessórios de torcida; baladas, casas noturnas e autosserviço.
MARKETING: AMBIENTE ACIRRADO NA COPA DAS CONFEDERAÇÕES
Os especialistas em marketing esportivo estimam que as ações para as Copas das Confederações e do Mundo envolvam gastos de US$ 3 bilhões a US$ 6 bilhões com publicidade, levando-se em conta apenas os patrocinadores oficiais!
Desde o início do ano passado, a movimentação no mercado publicitário brasileiro é impactada pelos eventos futebolísticos que mais atraem os olhares dos torcedores e empresários do mundo.
Excluindo-se os patrocinadores dos eventos, que já estão com a sua marca amplamente divulgada junto às propagandas voltadas aos jogos, as demais empresas brasileiras que pensam em “aparecer” e aproveitar a Copa das Confederações para atrair novos clientes e faturar mais devem escolher a melhor forma de fazê-lo.
Para alcançar a melhor estratégia, é preciso fazer pesquisa de mercado, investimento direcionado e ter foco nos resultados. Segundo Geammal, da Elos Cross Marketing, “Para se chegar à meta em termos de venda e lucros, é preciso que cada empreendedor desenvolva um plano de ação”.
Diante da grandiosidade do evento e do ingresso de turistas e executivos ávidos por negócios no País, todos os setores da indústria, comércio e serviços querem um lugar ao sol.
E sim, é possível atrelar quase todos os produtos e serviços à copa; contudo, para não errar, é indispensável que o empresário tenha a exata consciência sobre a compatibilidade de sua marca com um evento esportivo absolutamente popular.
“Um serviço ou produto de luxo, por exemplo, tem que avaliar se sua marca pode se associar ao futebol e, caso isso seja possível, como fará isso”, ensina a Professora e Coordenadora de Cursos do PROVAR, Flávia Cristina Martins Mendes.
Ela acrescenta também que as marcas de luxo, dependendo do artigo, como carros e roupas de grife, até podem ser vinculadas ao futebol, mas é preciso que conheçam profundamente o público-alvo e a identidade de sua marca. A essência da marca deve ser levada em conta, de acordo com a especialista em marketing, para que não faça associação equivocada, ganhando um consumidor pontual, mas, ao mesmo tempo, perdendo seu cliente já fidelizado.
Muitas empresas já deram o start de ações pegando carona na onda da Copa das Confederações. Algumas redes de supermercados, por exemplo, utilizam nomes consagrados ligados ao futebol como garotos-propaganda para divulgar suas ofertas e promoções.
ENTRANDO EM CAMPO PARA VENCER
Há 26 anos no mercado, portfólio com mais de mil itens, 1300 funcionários e líder do ramo no segmento nacional, exportando seus produtos para mais de 40 países, a Plasútil entrou no jogo com a meta de ampliar as vendas pelo menos 5% em 2013, na comparação com o ano anterior, por conta da Copa das Confederações.
Para tanto, desenvolveu duas linhas com foco no clima gerado pelo evento esportivo. “O destaque é a Linha Decora Futebol, composta por pratos, copos, caixas organizadoras, porta-lembrancinhas e decorações para festas infantis. Temos também a Linha Happy Hour, que apresenta porta-latas, garrafas, porta-copos, engradados de cerveja, travessas decoradas para petiscos e porta-garrafa litrão”, conta o Diretor Comercial da Plasútil, Edson Begnami.  Ele acrescenta que, somente para a Copa das Confederações, a empresa desenvolveu 20 novos produtos. “A nova linha foi planejada visando ao público do esporte mais significativo do Brasil; não será sazonal, e sim permanente. O desenvolvimento de produtos temáticos só faz sentido para a Plasútil se os itens puderem ser continuados, caso contrário, somente se for sob encomenda”, adverte Begnami.
Ligada às tendências de decoração, a nova linha da indústria apresenta decorações exclusivas e permanentes, com tecnologia intraimagem, que não desbotam, e têm temática direcionada aos apaixonados por futebol. A linha já está à disposição dos supermercados que pretendem dar um destaque para a seção de bazar nesse período.
Já no ramo da hotelaria, boa parte dos hotéis e pousadas brasileiros, estando ou não localizados nas cidades-sede das Copas das Confederações e do Mundo correm atrás da excelência de seus serviços para garantir lotação esgotada de seus apartamentos. Nessa linha, muitos ampliam seus serviços e desenvolvem produtos vislumbrando os eventos futebolísticos.
INVESTIMENTO PONTUAL
Os investimentos em propaganda, aumento da produção e mesmo na melhoria da prestação de serviços vão além das grandes empresas e são almejados também pelas micro e pequenas empresas.
Nesse sentido, o Sebrae oferece apoio aos micro e pequenos empresários interessados em usar a marca do mundial em seus quiosques, souvenires, vestuários, chapéus, chaveiros e outros produtos, em parceria com a Globo Marcas. “Acreditamos que essa parceria funcionará como um importante canal, pois viabiliza a entrada dos pequenos negócios nessa grande oportunidade econômica que é a Copa de 2014”, detalha o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.
Além de ampliar o acesso ao licenciamento, o Serviço Nacional de Apoio às Pequenas e Micro Empresas ajudará os empresários a fecharem parcerias com outros negócios para aumentar a capacidade produtiva, incrementando as chances de se tornar uma licenciada.
Na avaliação do Sebrae, as micro e pequenas empresas trabalham em três frentes.  A primeira refere-se aos quiosques oficiais lançados em várias cidades do País, utilizando o sistema de franquia. Os pequenos negócios, em uma segunda frente, devem garantir licenciamento diretamente da Globo Marcas para uma série de produtos como souvenires, calçados, bolsas, chapéus, bonés, itens de torcedor, vestuário, bola e itens para casa. O terceiro caminho é a distribuição de produtos licenciados pelas redes de varejo convencionais. Para o empresário do comércio, por exemplo, vender produtos licenciados pode ser um grande diferencial.
O licenciamento permite que a empresa produza e venda, inclusive por meio de seus canais tradicionais de distribuição, produtos com selo da Fifa e a identidade visual das Copas.
O BANCO DO BRASIL DISPONIBILIZOU UMA LINHA DE FINANCIAMENTO ESPECIAL PARA AUXILIAR OS PEQUENOS NEGÓCIOS INTERESSADOS EM ATUAR NO MERCADO DOS EVENTOS ESPORTIVOS, E O SEBRAE ESTÁ DISPONIBILIZANDO DIVERSAS INFORMAÇÕES SOBRE O TEMA.
Para tanto, ainda há um caminho a ser percorrido. Para entrar no mercado dos grandes eventos esportivos de forma competitiva e sustentável, é preciso se preparar e seguir as regras do jogo.
Os candidatos a licenciarem marcas precisam atender a determinados requisitos, como conciliar qualidade e preço justo, fabricar produtos seguros, apresentar capacidade de distribuição e ter flexibilidade na entrega.
Por isso, os empreendedores que ainda não procuraram informações sobre o tema, com foco na Copa das Confederações, podem começar a se mexer pensando no mundial de futebol, no ano que vem.
Para auxiliar os pequenos negócios interessados em atuar no mercado dos eventos esportivos, o Sebrae está disponibilizando diversas informações sobre o tema no site www.sebrae2014.com.br.
O Banco do Brasil também disponibilizou uma extensão do Fundo de Amparo ao Trabalhador para o Turismo, o FAT Turismo.
Trata-se de uma linha de financiamento especial para as micro, pequenas e médias empresas que desejam investir em projetos ligados à Copa do Mundo. Ao todo, serão R$ 650 milhões para investimento e capital de giro.
Tanto empenho não pode ficar dentro dos muros do nosso país. Desta forma, a Apex-Brasil já deu o pontapé inicial na promoção do Brasil para empresas estrangeiras nos jogos das Copas das Confederações e do Mundo.
No final do ano passado, acordo assinado entre a Apex-Brasil e a Fifa, com abrangência dentro do território nacional, permite encontros de relacionamento entre empresários brasileiros e estrangeiros nos jogos das competições, no Brasil.
A iniciativa com a Fifa tem o objetivo de aproximar empresários brasileiros e potenciais compradores estrangeiros, estreitando o relacionamento e propiciando a realização de negócios imediatos e a curto e médio prazos. Também serão promovidas ações para atrair investimentos estrangeiros diretos ao País.
“A Copa das Confederações e a Copa do Mundo serão duas grandes vitrines para mostrarmos um Brasil moderno, inovador e inventivo, e as inúmeras possibilidades de negócios e investimentos que podemos oferecer”, afirma o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.
Entre as empresas em parceria com a Apex para a Copa das Confederações está a Arcolor, como parte de exportação do projeto Padaria Brasileira.
A empresa, nascida em 1982, é líder na fabricação de pasta americana e uma das mais importantes indústrias no mercado brasileiro de misturas para panificação, produtos para acabamento de confeitaria, corantes e aromas alimentícios, com mais de 250 itens em linha.
A parceria faz parte do projeto Brazilian Bakery, que une organizações como a Associação Brasileira das Indústrias de Equipamentos, Ingredientes e Acessórios para Alimentos (Abiepan), da qual a Arcolor faz parte, e a Associação Brasileira da Indústria da Panificação (Abip).
O projeto foi criado para estimular as exportações da cadeia de valor da panificação brasileira e se apoia em ações diversificadas para promover a valorização dos produtos e serviços brasileiros, bem como a aproximação de empresas brasileiras desse setor com clientes estrangeiros.
“Por meio desse projeto, foram investidos cerca de R$ 2 milhões no último biênio. Entre 2013 e 2015, serão R$ 5,9 milhões em ações de promoção para aumentar as exportações de equipamentos, acessórios, ingredientes, aditivos e insumos para panificação, confeitaria, gastronomia e também de cozinhas profissionais”, explica o diretor da Arcolor, Alexandre Gomes.
O projeto mostra, com participação em feiras no exterior, que o modelo nacional de padaria é único no mundo e está pronto para ser exportado: o espaço une desde produção e venda de pães até food service, passando por varejo de conveniência e central de produção de alimentos, e está pronto para ser exportado.
Outra ação de aproximação visa atrair os empresários brasileiros ao Brasil. A ideia é convidar clientes internacionais para assistirem aos jogos e apresentar a eles produtos brasileiros como a mistura para pão de queijo, as instalações da empresa e para promover a exportação da marca Brasil.
Segundo o diretor da Arcolor, os convidados para a Copa das Confederações terão ampla agenda de negócios durante sua estadia no País. Essa agenda inclui desde visita à empresa até participação em outros eventos do setor que já estejam ocorrendo concomitantemente, dependendo da conveniência  dos visitantes.
“Os clientes assistirão aos jogos no camarote da Apex, cujo acordo com a Fifa prevê ações em todos os jogos, que serão realizados em Brasília, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Salvador e Belo Horizonte”, esclarece Alexandre Gomes.
A estimativa é que a ação eleve em 15% a participação da Arcolor nos mercados externos de interesse.
Embora todos, governo, Fifa, empresas e varejistas apostem que o Brasil irá faturar alto com os eventos esportivos planejados para ocorrer entre este ano e 2016, os especialistas em marketing esportivo e mesmo os economistas ainda não conseguem estimar o que de fato isso irá significar para a macroeconomia do País.
O professor do Núcleo de Estudos e Negócios do Esporte da Escola Superior de Propaganda e Marketing, Robert Alvarez, aponta que os países que até hoje receberam a Copa do Mundo, por exemplo, não tiveram grande reflexo no PIB, ou ainda o evento contribuiu muito pouco em comparação a outros fatores estruturais. O especialista asseguram portanto, que como o mundo passa por uma crise econômica, não há como precisar se teremos elevação considerada no PIB, ao final deste ano e do ano que vem, por conta dos eventos, muito menos qual será a porcentagem desse impacto.
Porém fica para o supermercadista um cenário onde ele poderá estrategicamente decidir se investirá, por exemplo, em decoração e produtos ou se firmará parceria com seus fornecedores. Segundo os especialistas em varejo, o supermercado deve tomar essas decisões levando em conta o local onde a loja está inserida, o público que frequenta a loja e também o espaço da área de venda.

Fontes:
Apex Brasil: (61) 3426-0202
Arcolor: (11)2191-2444
Elos Cross Marketing: (11)3432-2028
ESPM: (11)5085-4560
Plasútil: 0800 904040
PROVAR – FIA: (11)3894-5009
Sebrae: 0800 5700800


quinta-feira, 23 de maio de 2013


Varejo Farmacêutico: uma visão de futuro

Por Cristina Zanon
                
O mercado farmacêutico brasileiro vive hoje uma transformação, com mudanças conjunturais e socioeconômicas. É um momento de crescimento que está sendo especialmente impulsionado pelos medicamentos genéricos, evoluindo para atingir o 7º lugar no ranking mundial nos próximos 3 anos. Com o aumento da renda da população e os programas de assistência farmacêutica desenvolvidos pelo Governo Federal, foi criado em 2007 o programa “Farmácia Popular do Brasil”, que atualmente beneficia 3,5 milhões de pessoas e tem como objetivo principal aumentar o acesso a medicamentos que são subsidiados por meio de parcerias com as redes de farmácias privadas. Os genéricos respondem por 65% dos produtos incluídos nesse programa (total de 108 produtos). Em cinco anos, o resultado da Farmácia Popular foi um crescimento de 227,64%, movimentando R$ 311 milhões em 2011, segundo último levantamento da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). O fortalecimento desse programa poderá resultar numa política pública que visa à redução de custos para o Governo, garantindo maior adesão ao tratamento aliado à capacidade de compra dos consumidores brasileiros.
                A partir de 2008, o mercado farmacêutico alcançou 57,3 bilhões de unidades/doses contra 80,5 bilhões de unidades/doses em 2011, um crescimento de 40,5% no período de quatro anos. Em volumes de vendas no mesmo período, o mercado nacional cresceu cerca de R$ 38,2 bilhões, que representa um crescimento de 56,5% conforme dados da IMSHealth-Sindusfarma (2012). Para reduzir a dependência do exterior com importações e tecnologia, uma das saídas encontrada pelo governo federal é desenvolver o mercado de biofármacos, com as “super farmacêuticas” que através dos recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) irão investir na Biotecnologia. A perspectiva de crescimento de volume é positiva até 2017, com uma previsão de atingir R$ 135 bilhões de unidades doses (IMS). Algumas influências serão determinantes nessa evolução: aqueda de patentes, o envelhecimento da população contribuindo para o aumento das doenças crônicas e a migração de volumes do institucional para o varejo via Farmácia Popular do Brasil. Segundo a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), serão necessários investimentos em inovação para reduzir a dependência externa, uma vez que o País possui a melhor lei de propriedade intelectual entre os Brics, o império da lei e política econômica responsável. De acordo com o Valor Econômico Setorial-Química de junho de 2012, a expectativa até 2015 é de que dezessete moléculas tenham a patente expirada, com potencial de receita para os medicamentos genéricos de R$ 370 milhões por ano.
E o varejo farmacêutico, como fica dentro desse cenário?
As transformações ocorridas na distribuição alteraram sua atuação criando três níveis de varejo: local, regional e nacional. Ainda assim, é interessante notar como cada grupo conquistou seu espaço no mercado. Sua vantagem competitiva pode ocorrer de várias formas, seja segmentando seu portfolio de produtos, sua capilaridade geográfica e com novos entrantes internacionais que fazem o mercado interno se movimentar.
                Estratégia, gestão e pessoas são pilares que integram a estrutura do varejo e cabe ao gestor buscar as melhores alternativas para investir neles de maneira focada. Conhecer as mudanças no mercado faz parte do exercício contínuo pra alinhamento do varejo cmo seu consumidor final. A globalização trouxe uma influência internacional de costumes e, com o agressivo crescimento e expansão da concorrência, gerou uma ação e reação no comportamento do consumidor. Mas quem são eles, afinal? O novo consumidor é mais exigente, não compra mais só o que está disponível, ele compra o que ele quer. Passou a buscar mais qualidade de vida, seja através da saúde, alimentação e informação, com necessidades específicas de produtos e serviços, criando também um novo conceito de família com diferentes realidades, menor tamanho, a mulher no mercado de trabalho e o papai indo às compras. Outro dado importante nas preferências do consumidor é a transformação do conceito de fidelização que é o ato de tornar clientes em pessoas fiéis ao seu produto, marca ou serviço em retenção. Isso porque o consumidor de hoje é dinâmico, bem informado, exigente e está sempre buscando novas experiências.
                Para que a atmosfera de compra tenha sucesso é necessário observar alguns pontos importantes: design, identidade visual, luz, som, cores, aromas, decoração, espaços adequados de circulação, variedade de produtos, aspecto dos funcionários e o atendimento ao cliente.
                Os varejistas que vencem por causa de seu atendimento ao consumidor, desenvolveram uma facilidade de uso para os clientes:
1.       Os clientes querem uma experiência que torne as compras fáceis e descomplicadas.
2.       Eles querem uma experiência que facilite a resolução de qualquer que seja o problema que têm.
3.       Eles querem uma experiência que os capacitem a escolher facilmente, entre as opções disponíveis, o que é a certa para eles.
4.       Eles querem uma solução sugerida pelos varejistas, que conhecem seus produtos e entendem as necessidades, desejos e aspirações dos clientes.

Quando esses clientes vão às compras, estão procurando tanto por ideias, como produtos ou serviços que os ajudem a encontrar uma boa solução. Por sua vez, varejistas podem fazer muito mais do que simplesmente resolver um problema. Eles ajudam a criar ideias, oferecer segurança, prover uma experiência enriquecedora e oferecer informações para ajudar os clientes a entender suas opções e tomar decisões facilmente. “O grande segredo do varejista é ver o mundo através da perspectiva do cliente”. A diferenciação no varejo é que o cliente precisa estar no centro dos pensamentos de um varejista. Hoje, os consumidores estão procurando eficiência. Eles querem produtos, planejamento de lojas, soluções e serviços que aumentem a eficiência em suas compras. Desta forma, o desafio do varejo farmacêutico será conseguir estar alinhado às tendências; desenvolver novas estratégias para obter crescimento de marketshare, desenvolver e implantar ferramentas para o desenvolvimento de categorias; medir o ROI (retorno sobre o investimento) e futuros investimentos a serem realizados, porque nesse novo cenário não há mais espaço para ineficiência, porque o consumidor está num processo de mudanças, o atendimento e a prestação de serviços nunca é acidental e estratégias de negócio baseadas no comportamento geram motivações de compra.

Cristina Zanon é diretora do Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo (IBEVAR), professora e coordenadora de cursos MBA na FIA / LABFIN / PROVAR.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Intenção de compra dos paulistanos segue estável, com leve aumento sazonal, devido ao Dia das Mães e Dia dos Namorados


Intenção de compra dos paulistanos segue estável, com leve aumento sazonal, devido ao Dia das Mães e Dia dos Namorados, revela pesquisa do PROVAR/FIA

Estudo também aponta: e-commerce tem a maior queda já registrada, inflação atenua significativamente o efeito positivo do crédito para as vendas. Outros dados analisados são: intenção de gasto, comprometimento da renda, expectativa para inadimplência no período e os investimentos na poupança.

O consumidor ainda está cauteloso, mas apresenta leve aumento na intenção de compras para o segundo trimestre de 2013. Segundo pesquisa realizada pelo PROVAR (Programa de Administração do Varejo), da FIA (Fundação Instituto de Administração), em parceria com a Felisoni Consultores Associados, 59,2% dos paulistanos pretendem adquirir um bem durável entre os meses de abril e junho deste ano, índice 2,4 p.p superior ao registrado no primeiro trimestre, em que se verificou 56,8%. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o índice manteve quase o mesmo no mesmo patamar, 58%.

A amostra, feita com 500 consumidores da cidade de São Paulo, analisa a intenção de compra e de gasto em relação a diversas categorias de produtos (“Eletroeletrônicos”, “Informática”, “Cama, mesa e banho”, “Cine e Foto, Móveis”, “Telefonia e Celulares”, “Material de Construção”, “Linha branca”, “Vestuário e Calçados”, “Automóveis e Motos”, “Imóveis”, “Eletroportáteis” e “Viagens e Turismo”), avaliando também a utilização de crédito nas compras de bens duráveis.




Dentre as categorias analisadas, o item "Vestuário e Calçados" desponta como o de maior intenção de compra, com 17%, seguido por “Móveis” (12%), e por "Linha Branca", com 9,4%.

Segundo Claudio Felisoni de Angelo, presidente do Conselho do PROVAR/FIA, o nível superior ao verificado no primeiro trimestre de 2013 se dá por conta das datas sazonais do varejo. “O Dia das Mães tem um peso muito forte nas vendas, afinal é a segunda data mais importante do varejo nacional. Porém, em relação ao mesmo período do ano passado, o índice se mantém estável, o que indica que os consumidores estão muito cuidadosos em relação à decisão de compra, por conta da inflação, mesmo com estímulo ao crédito”, argumenta o professor.

Outro fator ressaltado no estudo é que somente três categorias apresentaram alta na intenção de compras em relação ao segundo trimestre de 2012, são elas: Móveis (81,8%), Eletroeletrônicos (25%) e Eletroportáteis (8,3%). Todas as outras categorias listadas na pesquisa apresentaram quedas que variam de 4,4% a 32,1%.

Foi apontada ainda a maior queda já registrada na pesquisa do varejo virtual. Em análise feita em parceria com a e-bit, a intenção de compra na internet alcançou o patamar de 76,5%, recuo de 7,4 p.p quando comparada ao primeiro trimestre de 2013 (83,9%). Em relação ao segundo trimestre de 2012, a queda foi ainda maior, 8,5 p.p.

Intenção de Compras - Internet


Outros assuntos avaliados no estudo

Segundo a pesquisa, a intenção de compra de imóveis nestes meses do ano é a menor já registrada. Somente 3,8% dos entrevistados informaram que pretendem adquirir este tipo de bem, mas a intenção de gasto é a maior já analisada em um ano de estudo. No segundo trimestre de 2012, o valor médio gasto pelo paulistano para a compra de um imóvel era de R$ 99.039,00 já para o segundo trimestre deste ano o valor é de R$ 159.105,00, uma alta de 60,6%.

Neste período, a expectativa de inadimplência é de 7,91% para abril, 8,5% para maio, e 7,87% para junho. Um dado alarmante identificado no levantamento é que o comprometimento de renda das famílias está muito alto, sobrando apenas 10% para novas despesas. Dentre os fatores que mais contribuem para este resultado estão os gastos com Educação, que ocupam 22,1% da renda, seguidos de Alimentação (21%) e Crediário (16,4%).



Entre as categorias em que se pretende mais utilizar crédito estão: “Material de Construção”, em que 81,4% dos respondentes sinalizaram fazer uso de crediário, seguido de “Automóveis e Motos” (80,8%), e “Móveis” e “Cama, mesa e banho”, com 75% cada.

Outro dado analisado remete à consciência financeira do consumidor: 21% informaram ter poupado algum valor nos três primeiros meses do ano, ante 28% no último trimestre de 2012. Entre os tipos de ativos investidos, 96% são em poupança, 2% em papéis como CDBs, 1% em dólar e 1% em ouro.

Os entrevistados que indicaram ter poupado algum valor nos últimos três meses, informaram ter acumulado uma quantia média de R$ 1.110,00. Já quanto à pretensão de poupança, 32% disseram que devem economizar algum valor no período, ante 38,6%, e o valor médio pretendido para os meses de abril e junho são de R$ 1.287,37.



Sobre o Provar: O Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração (FIA) foi criado em 1992 com o objetivo de promover pesquisas e oferecer treinamento para o setor, que é um dos maiores do terciário da economia brasileira e grande empregador da mão de obra. O propósito do programa é manter uma estreita parceria entre acadêmicos e executivos de organizações ligadas direta ou indiretamente ao varejo, à distribuição, aos serviços e ao mercado de consumo. O programa também tem por objetivo promover pesquisas, estudos, publicação, consultoria e treinamento para o setor de varejo de bens e serviços. Consolidado como o maior centro acadêmico de investigação nas áreas do varejo e mercado de consumo do Brasil, o Provar envolve a participação regular d e mais de cinquenta professores, vinte pesquisadores em caráter permanente, além de alunos do mestrado e doutorado da FEA/USP. Sob sua supervisão já foram realizados mais de 5 mil horas por ano de programas de treinamento, bem como projetos de consultoria e educação no Brasil e na América Latina (México, Chile e Argentina), tendo registrado em 2005 o treinamento de mais de três mil profissionais.

Sobre a Felisoni Consultores Associados: A Felisoni Consultores Associados é uma empresa que oferece cursos, consultoria e pesquisas voltados para o atendimento das necessidades das organizações que têm interesses próximos ao mercado de consumo de bens e serviços. Contando com vasta experiência nas diversas áreas relacionadas à distribuição e ao mercado de consumo, a Felisoni & Associados oferece um amplo conjunto de soluções aplicadas à gestão das organizações. A experiência da Felisoni & Associados vem sendo construída pela intensa atividade de pesquisa de seus profissionais, que associam a sólida formação acadêmica com a ação prática, orientada à identificação e à solução de problemas das organizações mais estreitamente relacionadas à dinâmica do mercado de consumo.

Sobre a e-bit: Presente no mercado brasileiro desde janeiro de 2000, a e-bit conquistou destaque no desenvolvimento do comércio eletrônico no país sendo referência no fornecimento de informações de e-commerce. A e-bit oferece serviços tanto para empresas como para o consumidor online. Para as empresas, a e-bit colabora para o aumento da confiança nas compras pela internet, publicando em seu site (www.ebitempresa.com.br) o resultado das avaliações das pessoas que realmente compraram nas lojas virtuais conveniadas. Já, as informações sobre os serviços direcionados aos consumidores podem ser encontradas no site institucional da e-bit (www.ebit.com.br). A e-bit tem atualmente mais de 5.600 lojas conveniadas.

Sobre a FIA: Eleita por três vezes, desde 2005, como a melhor Escola de Negócios do Brasil, a FIA, um dos mais conceituados e respeitados centros educacionais do País, possui 31 anos de atuação no setor. A Instituição de Ensino Superior (IES), credenciada junto ao MEC (Ministério da Educação), atua em três frentes: ensino, pesquisa e consultoria, capacitando-a para desenvolver estudos e prestar serviços nos mais variados campos de especialização da Administração.

Todos os MBAs oferecidos pela instituição alcançaram credenciamento junto à The Association of MBAs (AMBA), sediada em Londres, que referencia importantes escolas de negócios pelo mundo. Outro reconhecimento relevante foi concedido pelo jornal britânico Financial Times: o Pós-MBA, 25º colocado no ranking educação executiva da Financial Times em 2011.

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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Pesquisa mostra que 17% dos paulistanos têm intenção de comprar roupas e calçados


A intenção de compra do paulistano para o período de abril a junho ensaiou reação, favorecido por datas sazonais, mas o cenário para o consumo segue desafiador em meio a preços altos, inadimplência em patamar elevado e menor disponibilidade de renda do consumidor, mostrou uma pesquisa nesta terça-feira.

O número de consumidores da capital paulista que pretendem adquirir algum bem durável neste trimestre teve alta de 2,4 pontos percentuais sobre os três primeiros meses do ano, para 59,2%, segundo levantamento do Programa de Administração do Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA). Já na comparação com o segundo trimestre do ano passado, o índice ficou praticamente estável.

A categoria de vestuário e calçados liderou as intenções de compra, com 17%, seguida por móveis (12%) e linha branca (9,4%). Mas apenas três categorias tiveram alta ante o mesmo período do ano passado: eletroeletrônicos, móveis e eletroportáteis. Segundo o presidente do Provar, Claudio Felisoni de Angelo, o segundo trimestre tende a ser favorecido por datas comemorativas, como Dia das Mães e Dia dos Namorados.

Para Felisoni, na comparação anual, a estabilidade do índice aponta que “os consumidores estão muito cuidadosos em relação à decisão de compra por conta da inflação, mesmo com estímulo ao crédito”.

O consumo no país tem apresentado desempenho mornonos últimos trimestres, contrariando expectativas de que as medidas de incentivo adotadas pelo governo ajudariam o setor.

“As medidas de estímulo estão tendo pouco retorno porque não acompanham a real capacidade de expansão do consumo”, disse Felisoni. “Não há nada pior para o consumo do que a inflação.”

Além da inflação, ele citou como entraves para maior expansão do consumo a inadimplência ainda em patamares elevados e sem perspectiva de queda significativa. O Provar estima que a inadimplência fique em 7,87% em junho.

A menor disponibilidade de renda é outro fator que tem pesado sobre o consumo. Segundo a pesquisa, do total do orçamento familiar, apenas 10% deve estar disponível para consumo no atual trimestre. Um ano antes e no trimestre anterior, esse nível era de 11,4%. 

Reuters

terça-feira, 2 de abril de 2013

Coelho prolífico


Coelho prolífico


Páscoa bate recorde em licenciamento de marcas

(por Suzi Cavalari, da Revista Propaganda)

Os números comprovam que os brasileiros continuam apaixonados por chocolate: o consumo per capita é de 2,2 kg por ano, o que coloca o país em terceiro lugar na produção global do doce. Foram quase 700 mil toneladas produzidas no ano passado, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab). Mas, como a propaganda é a alma do negócio, uma ajudinha é sempre bem vinda. Por isso é que os fabricantes de chocolate abusam dos licenciamentos no período da Páscoa, mesmo aqueles que já possuem tradição no segmento. "Os licenciados são importantes alavancadores de vendas. As empresas recorrem a essa prática porque, além do ovo de Páscoa, os produtos se tornam presentes lúdicos", afirma Ubiracy Fonseca, vice-presidente da Abicab. Marici Ferreira, presidente da Associação Brasileira de Licenciamentos (Abral), diz que ações desse tipo para a data cresceram “absurdamente”.
De acordo com a executiva da Abral, o Brasil já é o quinto país do mundo com o maior faturamento em licenciamento. Ao todo são cerca de 900 empresas licenciadas, 600 licenças disponíveis e 90 agências de licenciamento. Estima-se que o varejo fature em média R$ 7,5 bilhões com a venda de produtos licenciados. “Mas há muito para crescer, as empresas ainda não utilizam todo o potencial de marketing desse recurso”, conta. Os royalties (valores cobrados para a utilização de uma marca) giram em torno de 4% a 14% do valor do produto. E o entretenimento tem sido a propriedade mais explorada do licenciamento, representando 70% do mercado. “A Páscoa foi uma descoberta muito grande para as empresas. O licenciamento é uma ferramenta poderosa de marketing, além de agregar valor, fortalece a marca”, explica.
Dados do Programa de Administração do Varejo (PROVAR) mostram que, só em São Paulo, 59,4% dos paulistanos são influenciados por licenciados na hora da compra. A categoria em que o aval de personagens famosos aos produtos é mais importante é a de guloseimas. O estudo realizado pelo PROVAR, considerando o peso que tem a opinião da criança quando um adulto é instado a adquirir um produto com personagens licenciados, indicou que 37,6% às vezes compram o produto, 33,4% dos entrevistados afirmaram que sempre que possível compram o produto, outros 9,8% disseram que compram com frequência e 2% alegaram comprar sempre. “Foi possível notar que os personagens licenciados se apresentaram como um meio de persuasão para o consumo de determinadas categorias de produtos”, afirma Claudio Felisoni, presidente do conselho do Provar.

ARCOR

Para atrair o consumidor e aumentar o volume de vendas, a multinacional argentina Arcor dobrou os investimentos em licenciados, com personagens como Mickey, Minnie, Nemo, Rapunzel, Meninas Super Poderosas, Super Hero Squal, além de times de futebol. Os produtos licenciados representam 40% do portfólio da empresa para esta Páscoa. Focada no público infantil, a fabricante atrela o prazer do chocolate à diversão, já que o setor apresenta boas oportunidades de negócios. “A Páscoa Arcor traz uma proposta muito encantadora para o público infantil através da marca Tortuguita, de licenças de brinquedos altamente atrativos e interativos, e ter em nosso portfólio ícones infantis como Mickey e Minnie na Páscoa faz toda a diferença”, explica Ciro Mariani, gerente de marketing de chocolates da Arcor do Brasil. A empresa projeta crescimento de 30% nas vendas deste ano em relação à Páscoa de 2012. A data representa 20% do faturamento da fabricante.

LACTA

Apesar da tradição na fabricação de chocolates e de desfrutar pelo 16º ano consecutivo a liderança no mercado de Páscoa, a Lacta também investe no licenciamento como chamariz para se destacar entre as parreiras de ovos nos pontos de venda. Segundo Renata Claro, gerente de marketing de Páscoa da empresa, do portfólio de 23 tipos de ovos para o público infantil, somente dois não utilizam o licenciamento de algum personagem. A executiva conta que, para atender à expectativa do consumidor e encontrar um personagem de sucesso, são realizadas muitas pesquisas de mercado. “Leva cerca de um ano um estudo qualitativo para identificar personagens que façam sentido para o nosso público-alvo e que estejam em linha com o nosso negócio. Depois disso, temos de fazer uma busca por licenciamentos disponíveis que casem com essas informações”, diz Renata. Para este ano, a empresa projeta crescer 4% com a venda de 28 milhões de ovos.

CACAU SHOW

Pelo quinto ano consecutivo a cacau Show também traz ovos de Páscoa com licenciamentos. Para este ano a empresa reforçou o portfólio com a marca Carrossel, que tem rendido muitas vendas em diversas categorias de produtos graças à audiência dessa produção televisiva. “Creio que o licenciamento é uma forma de inserir a empresa no universo infantil e dialogar com a criança”, afirma Raquel Massagardi, gerente de produto da Cacau Show. Raquel conta que mesmo após a Páscoa as marcas Carrossel e Turma da Mônica continuarão presentes entre os itens da empresa. “Queremos ampliar nossa linha infantil”, diz. A Cacau Show espera incremento de 29% nas vendas de ovos de Páscoa deste ano em relação às do ano passado. A data representa 30% do faturamento geral da fabricante.

TOP CAU

Desde o ano 2000, a empresa passou a focar seus investimentos em licenciamento de personagens e marcas populares entre o público infantil. Atualmente, 70% do seu portfólio infantil equivale a produtos licenciados. “É uma forma de falar com o consumidor em um evento especial. Além dos saborosos chocolates, os brindes criam expectativa”, diz Alais Fonseca, diretora de marketing da Top Cau. A fabricante de chocolates tem contratos com as marcas licenciadas até 2015.

NESTLÉ E GAROTO

A multinacional Nestlé, que é detentora da marca de chocolates Garoto, também traz licenciados como destaque para sua linha de ovos de Páscoa infantis. No total, são seis licenciamentos, segundo Ricardo Bassoni, gerente de marketing de chocolates da Nestlé. A Garoto também exibe novidades para a sua linha de licenciados. Entre os personagens estão Croods, Monstros S.A., Velozes e Furiosos, Brilhante Victória, Pucca e Os Vingadores.